06 Março 2007

Outra vez desterrado

O Desterrado está outra vez desterrado.
Desta vez mais longe...
Passou a ser O Desterrado em Pequim.

Vão-me visitando em:

30 Junho 2006

O Desterrado regressado

Desde o último “post” que aqui ficou escrito, o Desterrado tem andado ainda mais desterrado.

No último mês e meio o Desterrado andou a percorrer o “European Tour 2006”:
Lisboa – Porto – Amsterdão – Roterdão – Delft – Haia – Roterdão - Bruxelas – Roterdão – Ultrech – Amsterdão – Porto – Palma de Mallorca – Porto – Helsínquia – Viena – Praga – Porto – Ponta Delgada – Lisboa – Porto – Gijón – Porto.

Pelo caminho tive de terminar um projecto pessoal que já se vinha a arrastar há demasiado tempo: Acabar a minha tese de mestrado.

Agora, acabado o Tour e entregue a Tese, vou procurar estabilizar um bocado aqui por terras Invictas.
O Desterrado vai passar a ser O Regressado.
Pelo menos por uns tempos...

02 Maio 2006

Golfinhos e Escaldão

Este ano o Primeiro de Maio calhou numa segunda-feira.
Desta vez decidi esquecer as minhas “raízes proletárias” e aproveitar o facto de estar em Lisboa para aproveitar o fim de semana prolongado indo mais para Sul.

Como ponto prévio devo referir que estes lisboetas são loucos com o trânsito e os fins de semana prolongados.
Já na Páscoa tinha sentido isto e desta vez muito mais. Mais de uma hora para chegar do Taguspark a casa e depois trânsito compacto nos duzentos e tal quilómetros até ao Algarve. Incrível.
Estava na dúvida entre ir acampar para Porto Covo sozinho ou ir para o Algarve com a minha prima Maria e a minha semi-cunhada Joana.
Optei pela segunda alternativa. Devo dizer que o critério “companhia” se esfumou logo após a primeira noite, porque acabei na mesma por ir acampar sozinho para a ilha de Tavira.

A ilha de Tavira é um “santuário” natural no meio daquilo em que se transformou o Algarve. Faz parte da reserva natural da Ria Formosa e como é uma ilha, só se pode aceder de barco. No fundo resume-se a uns quilómetros de praia, duna, uns bares e um parque de campismo.
Diz-se que às vezes também há estrelas, fogueiras, freaks, cães, tambores, djambés didjiridoos, etc. Mas isso eu não vi;)
Excelente para descansar, que era o que eu estava mesmo a precisar.
Obviamente, com estas alternativas tão pouco variadas, acabei por passar o primeiro dia num looongo passeio pela praia.
Tudo muito bonito, depois da praia principal o areal é quase deserto, o mar convida ao banho etc.
Passado uns quilómetros (ou metros?).... a cereja em cima do bolo: Apareceu um cardume de golfinhos mesmo perto da costa. Eram para aí uns 8 e alguns saltavam mesmo para fora da água. Muuuito giro.
Conclusão do fim de semana: Um valente escaldão...

21 Abril 2006

Yoga na cabine telefónica


Como podem ter reparado com alguns posts anteriores, a minha actividade física aqui por baixo tem crescido bastante.
Não bastavam os passeios intermináveis e os jogos de futebol (por falar nisso: existe uma descrição paralela do último jogo n'o inquilino da cave - blog primo d'o desterrado).
A última actividade foi uma aula de yoga. (leia-se yôga).

Para quem não sabe, a minha prima é/foi instrutora/professora de yoga e, a pedido de várias famílias lá acedeu em dar umas aulinhas aqui aos primos e afins.

A ideia inicial era praticarmos no pátio (sim, a casa da minha prima tem um pátio) mas como estava frescote decidimos ir para sala que era mais aconchegante.
Talvez tenha sido melhor assim... é que o pátio dá para as traseiras de uma data de prédios e, com a qualidade dos praticantes, acho que não iria existir qualquer probabilidade de me cruzar com algum vizinho (ou sobretudo vizinha) nos próximos tempos sem não motivar um rasgado sorriso (no mínimo).

Bem... não sei se conseguem imaginar quatro pessoas a fazer yoga num espaço "útil" de menos de 4 metros quadrados.
Qualquer estatística diria "Bom isso é cerca de 1 metro quadrado por pessoa" mas o que realmente interessa é que era pouco.
De qualquer forma, até tornou as coisas mais divertidas e tenho de agradecer à Maria.
Não fosse a manifesta falta de "habilidade" de alguns artistas e a referida falta de espaço até iria incentivar que fizessemos figurinhas como a da imagem.
Havemos de chegar lá.

20 Abril 2006

Expressões idiomáticas

Expressões Idiomáticas são "locuções ou modos de dizer privativos de um idioma e ordinariamente de carácter familiar ou vulgar e que se não traduzem literalmente em outras línguas" - Dicionário Universal da Língua Portuguesa da Texto Editora.

Tendo eu mudado de cidade, já estava à espera que houvesse algumas destas expressões que iriam consistir novidade para mim. Mas, naturalmente, há limites para tudo.
Não é que há uns amigos dos meus primos que para manifestarem admiração ou surpresa dizem: “Eh Javaliiii!”.
Sim... leram bem. “Eh Javaliiii!".
No mesmo sentido em que se diz “Eh lá!” ou um simples “Ah!”.
Não quero generalizar abusivamente e afirmar que esta expressão é comum à maioria da população local.
Mas que é engraçada.. lá isso é!
Eh Javaliiii!

18 Abril 2006

Satisfação Pessoal e Bomba de Água

O carro da minha prima Maria andava meio avariado.
Já era a segunda vez que deixava uma viagem meio porque aquecia demasiado.
Bem... a viagem não ficava propriamente a meio porque depois continuava... de táxi.
Da primeira vez o mecânico tinha dito que não era nada, que ele não encontrava nada de anormal.
Desta vez, ao comentarmos os detalhes da avaria, eu tive a brilhante tirada:
"Pode ser da bomba de água. Às vezes parece que estão boas por fora mas têm as pás todas moidas e partidas por dentro."
E não que era mesmo? Hoje falei com o Eduardo e ele: "Havias de ver como estava a bomba de água por dentro!"
E foi assim, com este misto de engenheiro e de zandinga que hoje já tive uma certa dose de satisfação pessoal...

17 Abril 2006

O Sardoal

Este ano fui passar a Páscoa ao Sardoal.
Para quem não sabe, o Sardoal é uma vila do distrito de Santarém, muito perto do centro geodésico de Portugal - o que quer dizer que se pendurarem um mapa de portugal por um fio que passe por aqui, o mapa fica equilibrado na horizontal.
Muitos SPIanos terão muito para contar sobre o Sardoal e o Médio Tejo e outras coisas que tal. (Plano Estratégico para a Região de Santarém - lembram-se?)

Para além do Sardoal ser muito bonito para visitar (a Vila Jardim) posso-vos garantir que tem uma nooooooooite espectacular.

Como todas as noites... só acaba ao nascer do dia. Só que por estes lados é bastante animada. Que o diga quem passou as últimas noites no Bar Puro...

12 Abril 2006

Tenda em 2 segundos

Pois é...
Este é do tipo de posts que eu queria mesmo evitar ao máximo.
Não queria dar a ideia daquele gajo que vem lá da terrinha e fica fascinado com as coisas da capital do império.
Mas pronto... é mais forte do que eu.

Fui à Decathlon (uma loja de desporto enorme) e vi uma coisa fantástica:
Uma tenda que se monta em 2 segundos!
Pelos vistos, é só atirar ao ar et voilà.





Eu gosto de campismo e já tinha visto tendas tipo canadianas, iglos das mais variadas formas e feitios, até tendas insufláveis...
Mas todas elas implicavam um certo ritual para montar.
Acho que há muita gente que vai perder o célebre negócio de:
"Eu trato da tenda e depois tu tratas do jantar..."
Podem ver os detalhes aqui: twosecondtent.com

09 Abril 2006

Sintra e o Parque da Pena

No domingo fomos a Sintra.
Apesar de termos sido recebidos por uma chuvada valente, as coisas lá se foram compondo e o tempo foi-se aguentando.
Começamos por um passeio pelo centro histórico.
Depois a Sofia decidiu que nos ia levar ao Palácio de Seteais “ai e tal... é muito bonito”.
Nós, inocentemente lá fomos metendo pés a caminho.
Para dar sequência ao dia anterior... metemo-nos numa caminhada interminável.
Passados uns valentes quilómetros “ah e tal, é melhor voltar para trás.. ainda chove... e temos de comer... e blablabla”. E pronto... nada de palácio.
(Viemos a descobrir mais tarde que estávamos na estrada errada.)

Depois do almoço (muito mau e muito caro) fomos ao palácio da Pena.
Desta vez fomos de carro (pensava eu que a mim não me iam apanhar outra vez).
Como eu já tinha visitado o palácio mais que uma vez, decidi apenas ir visitar o parque à volta – eles chamam-lhe o nome inspirado de “monte da Lua”.
O mesmo fez a Catarina, o que me vez temer que ia ter de subir e descer o “monte da Lua” várias vezes, enquanto durasse o tempo da visita.
Bem... não foi isso que aconteceu... mas não esteve muito longe.
Palavra puxa palavra, conversa puxa conversa... passamos nuns lagos, passamos nuns penedos, e quando demos por nós... tinham passado quase duas horas e estavamos no cimo de um monte em frente ao palácio.
Claro que, mal voltamos a ter rede nos telemóveis, já tinhamos algumas tentativas de contacto connosco, que a visita tinha acabado e que a Ana tinha de ir para o Porto.
Pois...
É que mesmo a andar rápido.. o caminho de regresso ainda demora.
Mas lá chegamos mesmo a tempo. Era hora de fecharem os portões e largarem os lobos.

A Ana é que não se safou e perdeu o combóio.
Ficamos a dever-lhe esta.

O Step / Degrau

No sábado a Ana Leal veio a Lisboa.
Com esse pretexto deu para reunir uma série de ex-SPIanos que eu já não via há imenso tempo - Sofia, Leitão, Hugo... Foi muito fixe.
Sendo que éramos todos imigrantes em Lisboa, deixamos o nosso destino nas mãos de uma amiga da Ana (a Catarina) que se tinha juntado a nós.
Obviamente... não sabíamos no que é que nos estávamos a meter
Lisboa é a cidade das 7 colinas e eu acho que fiquei a perceber bem porquê.
Acho que consegui fazer o equivalente a subir o descer o Bom Jesus de Braga umas 7 vezes. (Ainda por cima eu tinha acumulado o esforço hercúleo do futebol no dia anterior – pelo menos fica a desculpa).
Vou ter de mudar a minha reacção quando alguém da próxima vez me disser que vai para uma aula de step.

07 Abril 2006

O jogo de futebol

O jogo do benfica pelo menos teve um ponto positivo.
O meu primo Zé conseguiu marcar um jogo de futebol para nós irmos jogar.
Como jogo de campeões que se preze... os momentos de maior tensão foram mesmo antes do jogo começar.
Eu explico:

A equipa adversária era constituída pela Alfama profunda: Multiétnica, multicultural, underground.
Para terem uma ideia, a quantidade de tatuagens dava para o tonner da SPI Porto durante uma semana.
Já a quantidade de piercings e brincos daria para fazer um dia de sorte para qualquer sucateiro.
O líder da equipa adversária (o “Xanana”) foi confirmar o campo enquanto passeava o seu Pittbull.
O campo... como não podia deixar de ser era a condizer: nuns pavilhões industriais meio abandonados à beira-Tejo.
Precisamente ao lado de um ringue de boxe onde me disseram que há frequentemente combates de “vale tudo”.

Depois desta descrição... não estão à espera que tivéssemos ganho, pois não?
No final, ficou um “politicamente correcto” 15-14.
Podem não acreditar, mas eu até marquei 3 golos.

05 Abril 2006

O Tasco do Sr. Manel

O tasco do Sr. Manel é um lugar mítico.
No tasco do Sr. Manel sente-se o mais profundo da alma benfiquista.
O tasco do Sr. Manel situa-se na Alfama profunda.
No tasco do Sr. Manel não faltam cachecóis do tempo em que o benfica foi campeão (sem traça porque o ambiente as mata todas), capas do jornal “A Bola” amareladas coladas na parede, e até uma velinha do Benfica em cima da televisão.
No tasco do Sr. Manel, num ambiente tenso e compenetrado, toca-se o hino do benfica na estereofonia antes do jogo começar.
Reza a lenda que a mesma estereofonia não se cala a noite inteira quando o benfica ganha.
Ora é precisamente aí que o meu primo Zé, o Moleirinho e outros que tais, se reúnem para ver os jogos.
A mim calhou-me vir cá ver o Barcelona.
O Barcelona ganhou naturalmente.
Não houve festa.

Nota: não posso dizer a ninguém que sempre que fui à tasca do Sr. Manel o benfica perdeu. Ainda me proíbem de entrar.

02 Abril 2006

Um belo começo

Hoje foi a festa de anos do Moleirinho (não, não estou à espera que toda a gente saiba quem é).
Apesar deste facto, só por si, já ser merecedor de um post, o que se passou com eles sê-lo-á muito mais (e repito – com eles, porque eu, pessoa sensata e responsável, a essa hora já tinha voltado para casa).

Estava o grupo de amigos do Moleirinho a descer do Bairro Alto para o Cais do Sodré (estas partes de Lisboa já conheço bem) quando, vindo de uns apartamentos que acabaram de ser postos à venda, se ouve o barulho de uma graaaaande festa.
Chega-se tudo à porta para ver o que era... e estava lá um gajo:
“- Ah e tal... estamos a organizar uma festa... uma cena intercultural... bar aberto até às 9 da manhã...5 euritos”
Não foi preciso dizer mais nada... Entram uns trinta a correr e a deixar notas de 5 euros a acumularem-se na mão do gajo.
Sobem ao apartamento da festa... batem à porta... atende uma amável rapariga a dizer “festa? Sim estou a organizar uma festa, mas é só para os meus amigos... não sei do que estão a falar”
....
Diz-se por aí que nunca mais ninguém viu o gajo.
Ele há-se aparecer numa noite de nevoeiro
E o 1º de Abril foi ontem

01 Abril 2006

O Desterrado...


Pois é... não consegui resistir à tentação de criar um blog para partilhar um bocado a minha estadia por terras mouras.
Decidi chamar-lhe “O Desterrado” inspirado na escultura de Soares dos Reis que ilustra este post.
Mas não pensem que é por isso que apresento um olhar triste como o da estátua (embora por vezes isso também possa acontecer).
Felizmente tenho sido espectacularmente acolhido por tios, tias, primos, primas, amigos, amigas, colegas, colegas, ... o que me faz crer que estes meses vão ter muitas histórias para contar aqui.